Arquivo mensal: dezembro 2012

Que futuro teremos?

Em um debate simulado entre Baudrillard e Paul Vilírio, nós, da Disciplina de Educação e Sociedade em rede tinhamos que buscar, nos fundamentos dos dois filósofos, bases para defender pontos de vista e confrontá-los entre ambos.

Não sou fatalista e não acredito que a tecnologia destruiria as nossas relações interpessoais mas, após o fim da discussão fui assistir WALL-E, que estava passando no HBO e me deparo com essa cena:

Nessa cena, quando Wall-E chega à nave dos humanos, depara-se com nós, vegetais com pernas que não usamos, comunicando-nos uns com os outros via conferência e comendo produtos processados em copos com canudinhos.

Agora pergunto a vocês: até que ponto nossa comodidade vale a pena e quanto ela poderia nos prejudicar?

Será que esse é o futuro ao qual estamos destinados?

Abaixo as conclusões que tivemos, Elisabete Santos, Pedro Vargas e Eu sobre esse debate simulado:

Virilio tem uma postura negativa sobre a evolução tecnológica, na medida em que esta se constitui como alienação e inércia, é dele a criação de uma definição com base na criação de uma personagem conceptual a que chamou: Paralítico tecnologizado, que é atingido pela inércia polar dos veículos ciberespaciais.
Virílio é absolutamente fatalista e tem um perceção negativa sobre tudo o que advém das diferentes conexões virtuais.

Baudrillard também tem uma posição negativa, fala da perda do sentido e da procura de sentido na nossa sociedade (o que na verdade não é mau, simplesmente já não faz sentido perguntar pelo sentido das coisas, é uma questão ultrapassada) e do poder absoluto que a imagem tem na nossa vida, a realidade tornou-se virtual.

Ambos os filósofos, Baudrillard e Virilio, concordam em um aspeto: O Virtual ganha hoje proporções tão grandes que está sobrepondo o real em diversos sentidos mas, apesar disso, Virílio ressalta que não há motivo para tanta preocupação com um fim apocalíptico sobre essa questão, será que precisaríamos mesmo nos preocuparmos tanto com essa mudança de percepção de significados?

Segundo ambos, vivemos em um mundo inserido em momentos reais e simulacros, que se alternam de acordo com tempo e espaço, enquanto Baudrillard nos faz pensar em que informações estamos recebendo, ao ponto de afirmar que vivemos em uma sociedade inserida em uma hiper-realidade manipulada e construída pela comunicação, já Virílio afirma que esse tipo de aceleração da realidade deve conduzir a resultados desagradáveis.

Mas o que seria esse virtual? Uma janela para o mundo? Baudrillard concorda com essa indagação e afirma que o mundo no qual vivemos é, na verdade, um simulacro enquanto que Virílio já sugere que existem diversas realidades paralelas acontecendo e que não existe um mundo real na verdade.

Enquanto Baudrillard reconhece certo exagero no discurso, Virílio ainda afirma que em um futuro próximo, tudo deverá ser feito a distância e por robôs programados, o que nos leva a perguntar: A tecnologia é capaz de aproximar-nos ou distanciar-nos?

Nossa sociedade, baseada em tecnologias, está tornando-se afastada, sabemos mais de alguém de outros continentes do que dos nossos próprios vizinhos, Baudrillard diz que, mesmo sem apresentar nada de inovador, as novas tecnologias podem representar a destruição do sentido de interação pois, ele acredita que a elas não sejam o espaço correto para que a interação entre pessoas aconteça.

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Bibliografia anotada – Personal Learning Environments

Ítem 01
LÉVY, Pierre. (2003). Cibercultura. São Paulo: Editora 34.  Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=7L29Np0d2YcC&lpg=PP1&dq=inauthor%3A%22PIERRE%20LEVY%22&hl=pt-BR&pg=PP1#v=onepage&q&f=false&gt;

Neste livro o filósofo francês Pierre Lévy nos leva a observar a sociedade como inserida em uma nova cultura, chamada por ele de cibercultura, repleta de referências do mundo tecnológico em que estamos e uma observação que me chamou atenção é quando, em seu primeiro capítulo, fala sobre um grande dilúvio no qual estamos inseridos, neste dilúvio ao invés de água, estamos imersos em informações, de todos os lugares e de todas as formas e, o que nos diferencia uns dos outros é o que nós fazemos com essas informações, que filtro nós trabalhamos para essas informações. Para mim, o estudante em E-learning deve aprender a treinar o seu olhar para as informações que realmente são importantes e não somente juntar todas em um mesmo repositório sem qualquer filtro ou  observação mais aprofundada.

 

Ítem 02

FILATRO, Andréa. (2004) Design Instrucional Contextualizado. Rio de Janeiro: Editora Senac São Paulo. Disponível em <http://books.google.com.br/books?id=S60508PlbJUC&lpg=PA29&ots=7nyPiAekXr&dq=papel%20do%20estudante%20andrea%20filatro&hl=pt-BR&pg=PA29#v=onepage&q=papel%20do%20estudante%20andrea%20filatro&f=false&gt;

A doutora em Educação brasileira Andréa Filatro fala em seu livro que o papel do estudante e o papel do professor estão passando por ressignificações à medida em que as redes informacionais e de computadores estão ocupando um espaço maios no processo de ensino e aprendizagem tradicionais. Os conceitos de hipertextualidade e virtualidades estão cada vez mais presentes com a inserção de sons, imagens e informações complementares em sala de aula. Isso faz parte do repertório do estudante e ignorar é um grande erro.

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